DE OLHO: O que deve mudar com o aumento da alíquota PIS/COFINS sobre o diesel

Na última quinta-feira , dia 20/07 o governo anunciou o aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre o diesel que começou a valer após a meia-noite no dia 21.

alíquota subirá de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias.

Esse aumento deve impactar  sensivelmente os custos do frete rodoviário , estima-se que de 2,5% a 4%, em média, calculado por entidades que representam as empresas de transporte de cargas.

Uma das consequências do aumento do valor do frete é também o aumento  do custo dos alimentos e outros produtos de menor valor agregado (que têm pouca margem para absorver o impacto) e que são transportados por longas distâncias. Desses itens, constam os produtos de cesta básica, como arroz, feijão e farinha, além de água, ovos, frutas e verduras.

O preço dos grãos enviados para exportação, como soja e milho, que partem normalmente do centro-oeste do país para os portos no litoral, também devem ter forte reflexo nos preços.

Até quem faz compras pela internet poderá pagar mais caro pelo custo da entrega .

Porém a alta nos preços dos produtos, só começará  a ser sentida em duas semanas, depois que for possível medir o real efeito do aumento dos impostos nas bombas de combustível.

Calcule aqui a sua próxima rota : o quanto vai custar sua viagem, com pedágios, combustível ,tempo e distância

Efeito na inflação

O FGV/IBRE calcula que a nova carga tributária sobre combustíveis deve refletir em aumento de 0,4 ponto percentual na inflação ao fim do ano.

O combustível compõe, em média, 40% do custo do frete, que por sua vez compõe aproximadamente 5% do preço final dos itens transportados.

Em nota, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), disse que “esse acréscimo no valor dos combustíveis terá reflexo em toda a cadeia de abastecimento e irá penalizar todos os setores da sociedade”.

Até o próximo post, conte sempre com a gente!