BIODIESEL : “De volta para o futuro”.

Na década de 1970, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará surpreenderam o mundo ao apresentarem uma alternativa ao petróleo.

Chamava-se biodiesel, um tipo de combustível produzido a partir de fontes renováveis e utilizado de forma pura ou misturada ao diesel fóssil em motores automotivos (caminhões, tratores, camionetas, automóveis) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor).

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Com a explosão do preço do petróleo a iniciativa ganhou espaço, assim como ocorreu com o etanol – outro produto geneticamente brasileiro, já vislumbrava-se que em curto espaço de tempo, esses combustíveis seriam amplamente utilizados.

Porém quase 50 anos depois de sua criação, o biodiesel não decolou no Brasil. Nossa frota de pesados, entre caminhões e ônibus, passa das 90 milhões de unidades e somente os veículos fabricados a partir de 2012 utilizam esse tipo de combustível.

Foi necessário ,para isso. que todos os veículos pesados produzidos no Brasil a partir de 2012, fossem equipados com motores com tecnologia EURO V, um motor mais preparado para receber o biodiesel, que é mais corrosivo.

Agora, o governo Federal estabeleceu, pela lei nº 9.478, publicada no diário oficial da União em março desse ano, que o percentual de adição ao diesel comum deve crescer de 7% para 8%, ainda em 2017. O B8, por exemplo, indica que 8% de biodiesel foi adicionado ao diesel comum. Assim acontece com todos os números até chegar ao B100, que representa o biodiesel puro.

Com o uso desse combustível, a redução da poluição emitida por automóveis pode chegar a 70% das emissões de gás carbônico se comparada ao diesel comum. O que contribui também para a diminuição de doenças respiratórias ligadas à poluição do ar.

As vantagens ambientais do produto se somam às econômicas e sociais. “A produção de biodiesel envolve a agricultura familiar, então promove inclusão e gera emprego e renda para milhares de pessoas. Além disso, ela também é um fator favorável para a balança comercial brasileira, pois nós deixamos de comprar diesel e petróleo de fora”, explica diretor superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski.

A perspectiva é que só em 2017, o consumo seja 4,2 bilhões de litros, mas que aumente com o passar dos anos, até porque na mesma medida já está estabelecido que em 2018, o Brasil passe a produzir o B9, e em 2019 o B10. Esse número sobe 1% a cada ano até 2010 e, pelo Plano, chegará em 2020 com o B15.

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